Acervo Pessoal. Fotografada com um Telefone Celular
O milho é uma das culturas mais tradicionais e estratégicas do Paraná desde o século XX. Historicamente, iniciada como um cultivo de subsistência em pequenas propriedades, ela evoluiu para uma cultura de larga escala e fundamental na formação da economia rural. Atualmente, o Estado produz mais de 16 milhões de toneladas de milho, resultado que reflete sua relevância para a alimentação humana, produção de ração animal e geração de renda. O Valor Bruto da Produção (VBP) da cultura gira em torno de R$13 bilhões.
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As cultivares de milho se concentram nas regiões Oeste, Norte e Centro-Oeste do estado. Enquanto a primeira safra (verão) diminuiu devido à expansão da soja, o ciclo de safrinha (após a soja) expandiu significativamente nessas áreas. Municípios como Cascavel, Toledo, Maringá e Londrina destacam-se com alta produtividade, por vezes ultrapassando 10.000 kg/hectare, graças ao apoio de técnicas avançadas.
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O setor enfrenta desafios climáticos e estruturais. A safrinha, por exemplo, sofreu com estiagens e pragas em 2024, reduzindo a produtividade e elevando os custos. Além disso, as mudanças sazonais no clima, como o fenômeno "El Niño", alteram a janela ideal de plantio. Há ainda obstáculos na armazenagem, que muitas vezes afeta até 85% da produção armazenada fora das fazendas, gerando perdas e queda de preços, que às vezes se põem abaixo do custo de produção.
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Em 2024, o Paraná atingiu segundo lugar nacional em exportações de milho, com 1,18 milhão de toneladas entre janeiro e abril e receita de US$267 milhões, principalmente para o Irã, Egito e Turquia. Embora o mercado interno permaneça essencial, abastecendo demandas da avicultura e suinocultura, o ingresso em mercados externos demonstra maturidade exportadora. Ainda assim, a precificação no mercado doméstico é afetada tanto pela produção global quanto pela oferta reduzida durante períodos difíceis.
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O milho segue como uma cultura-chave para o Paraná, ofertando alimento, renda, emprego e energia. As regiões produtoras lideram tanto em volume quanto em produtividade, respaldadas por pesquisa e tecnologia. Para manter essa produção, é fundamental garantir condições adequadas frente a fatores como as variações climáticas, a infraestrutura de armazenagem e a oferta contínua de suporte técnico. Com esses aspectos em equilíbrio, o milho continuará a fortalecer a economia rural, abastecer as cadeias produtivas e consolidar o Paraná como um polo do agronegócio, tanto no Brasil quanto no exterior.
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3 Comentários
O milho realmente é o coração da produção agrícola no Paraná, e é incrível ver como ele evoluiu ao longo dos anos. Eu sou produtor da região Norte e posso confirmar a importância do milho não só para a alimentação, mas também para a geração de emprego e renda.
O milho é mesmo um dos pilares do agronegócio paranaense e, com certeza, a sua produção tem impacto direto na economia do estado. A qualidade da produção em regiões como Cascavel e Toledo é algo admirável, mas como você bem mencionou, ainda há muitos desafios, especialmente na parte da armazenagem.
O milho no Paraná é uma potência e tem um impacto enorme, não só no mercado interno, mas também nas exportações. Fiquei impressionado com a grandeza da produção e a diversidade de mercados que o estado alcança. Os desafios enfrentados pelos produtores, como o clima e a armazenagem, são realmente complicados, mas acredito que, com mais investimentos em infraestrutura, o setor só tem a crescer.